Gráficos ilustrativos com base nos dados de mercado levantados — valores aproximados, sujeitos a variação.
O mercado imobiliário de alto padrão em Buenos Aires, em julho de 2026, apresenta um cenário de recuperação e estabilização, com valorização moderada em dólar e forte crescimento impulsionado pelo retorno do crédito hipotecário. A cidade se mantém atrativa para investidores internacionais devido aos preços competitivos em dólar e alta qualidade urbana.
Valorização e Preço Médio
Em julho de 2026, o preço médio do metro quadrado para apartamentos em Buenos Aires (CABA) é de aproximadamente USD 2.455. No entanto, bairros de alto padrão como Puerto Madero podem atingir entre USD 5.500 e USD 8.500/m², Recoleta entre USD 3.000 e USD 4.500/m², e Palermo entre USD 2.800 e USD 3.500/m². Propriedades a estrear, andares altos com vista, garagem ou amenidades premium podem superar esses valores. Em comparação com o mínimo de 2021, o preço médio em CABA já valorizou mais de 38%.
A valorização em termos de dólar americano nos últimos 12 meses (até junho de 2026) foi de cerca de 2% a 4%. Em pesos argentinos, os preços nominais de aluguel subiram aproximadamente 18-22% entre janeiro e abril de 2026, em linha com a inflação.
A taxa de câmbio aproximada do Peso Argentino para o Real Brasileiro é de R$ 0,0034 por ARS 1,00 (julho de 2026).
Tendências
Retomada do Crédito Hipotecário: O ano de 2025 marcou um ponto de inflexão com o retorno do crédito hipotecário, impulsionando as vendas e a demanda, especialmente para imóveis de ticket médio. Em 2025, quase 14.000 operações foram realizadas com hipoteca, um aumento de 180% em relação a 2024.
Estabilização e Crescimento Moderado: Após anos de volatilidade, o mercado em 2026 está em um processo de estabilização e recuperação, com expectativas de preços nominais em alta (em pesos, acompanhando a inflação) e estabilidade ou leve apreciação em dólar para o segmento de aluguel.
Oportunidades em Novas Construções: Empreendimentos "en pozo" (na planta) estão apresentando taxas de valorização anual de 9% a 13% em USD, sendo o segmento de melhor desempenho no mercado residencial. Isso se deve ao acompanhamento dos custos de construção e à atração de investidores e usuários finais que buscam layouts modernos e menor manutenção.
Demanda por Imóveis Compactos: A demanda por apartamentos menores (para solteiros, casais jovens e investidores) supera a oferta em bairros como Palermo, Belgrano e Núñez.
Comparativo
Buenos Aires, apesar da valorização recente, ainda se posiciona como uma das cidades mais acessíveis da América Latina em termos de preço por metro quadrado em dólar. Em comparação, em abril de 2026:
Santiago do Chile: preço médio de venda supera USD 2.500/m².
Montevidéu: preço médio de venda ronda USD 2.200/m².
São Paulo: o preço médio do m² para imóveis de alto padrão varia entre R$ 8.600/m² e R$ 30.000/m² em julho de 2026, com a média geral da cidade em torno de R$ 11.200/m² (julho de 2026). Convertendo para dólar (considerando R$ 5,40/USD), a média de São Paulo seria de aproximadamente USD 2.074/m².
Rio de Janeiro: o preço médio do m² atingiu R$ 11.049/m² em junho de 2026. Em bairros de alto padrão como Leblon, o valor pode chegar a R$ 27.068/m² (junho de 2026). Convertendo para dólar, a média do Rio seria de aproximadamente USD 2.046/m².
Isso reforça a percepção de Buenos Aires como uma oportunidade de investimento com preços relativamente baixos em dólar, especialmente em bairros premium, que ainda oferecem um potencial de valorização significativo.
Dados de mercado sujeitos a variação. Consulte um especialista antes de decisões de investimento.